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Speculoos

Posted by on set 21, 2016 in doces, lanche
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O speculoos é uma bolacha típica da Bélgica, feita com açúcar mascavo e especiarias. É bem fácil de fazer com ingredientes brasileiros, faz um lanche legal, e pode servir com ingredientes em receitas espetaculares. Existe uma versão holandesa desta bolacha, chamada “speculaas”. É um pouco diferente, não usa tanto açúcar mascavo, e tem bem mais especiarias. Na Bélgica, se come o ano todo, na Holanda é típico do período de Natal.

Para a quantidade ilustrada nestas fotos:

  • 150g de farinha de trigo branca
  • 90g de açúcar mascavo
  • 55g de manteiga
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de canela
  • 1 pitada de noz moscada
  • 1 pitada de cravo moído
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 colher de chá de fermento químico (royal)
  • Opcionalmente, se quiser transformar o seu delicioso speculoos em um mero speculaas: 1 pitada de gengibre em pó e de cardamomo

Aqueça o forno. Misture todos os ingredientes em uma tigela. Amasse e sove até formar uma massa bem homógena. Coloque em uma forma plana, em cima de um papel manteiga e abra com um rolo até formar uma camada de meio centímetro de espessura. Divide em retângulos com a ponta de uma faca. Asse por 25 minutos (as bolachas ainda devem estar macias, mas as bordas devem começar a dourar). Deixe esfriar um pouco antes de separar as bolachas, para que endureçam.

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Mitraillette

Posted by on ago 20, 2016 in lanche, salgados
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A mitraillette (metralhadora) é um famosíssimo sanduíche, ícone da comida de rua na Bélgica. Nasceu (essa é minha interpretação dos fatos) da fusão das tradicionais fritarias belgas com a chegada de imigrantes do Marrocos, Argélia e Turquia, que abriram um monte de lanchonetes de kebabs e pitas. Hoje em dia, a maioria das lanchonetes da Bélgica são um mix dessas duas coisas, servem batatas fritas e kebabs, e, obviamente, o carro-chefe, a mitraillette. É um sanduíche feito de um meio baguete, uma base de alface, tomate e a salada típica que vai nas pitas, a base de repolho. Em cima disso, uma das carnes fritas industrializadas típicas das fritarias (hamburguer, ou, mais típico, a frikandel), batata frita, e por fim, um molho típico).

A maior parte dos ingredientes é bem comum, a única dificuldade é com esses molhos, que na Bélgica são industrializados, e difíceis de reproduzir em casa (nas fotos deste post, tivemos a sorte de dispor de um molho chamado “andaluz” que alguém “esqueceu” aqui, e que é meu favorito). Mas dá muito bem para usar ketchup, maionese, ou um molho chamado “cocktail” que você faz misturando metade de maionese, metade de ketchup, e uma colher de sopa de uísque.

Para 4 pessoas:

  • Dois baguetes, ou 6 a 8 pães franceses (francamente, melhor um pão francês bom do que um baguete ruim)
  • Alface
  • 3 tomates
  • 1/4 de repolho
  • duas colheres de sopa de azeite de oliva
  • cinco colheres de sopa de vinagre
  • sal e açúcar
  • 6 a 8 batatas grandes
  • 1 litro de óleo para fritar
  • 8 a 10 hambúrgueres industrializados
  • ketchup, maionese (e opcionalmente uma colher de sopa de uísque para fazer o molho cocktail)

Comece por fazer o repolho marinado, com o repolho,como descrito na nossa receita de pita gyros. Esse repolho pode ser feito com antecedência, ficará melhor. Pique a alface em tiras, e o tomate em rodelas. Prepare o molho cocktail se quiser.

O segredo da mitraillette é nas batatas fritas, que vamos fazer do jeito belga, em duas vezes. Comece por descascar as batatas, e cortá-las em fritas bem espessas (algo como duas vezes mais grosso que as fritas do McDonalds).

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Seque muito bem em um pano:

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Esquente o óleo em uma panela, e quando ficar bem quente, mergulhe as batatas para o primeiro banho, por 10 minutos. Tome cuidado de por poucas batatas de cada vez, é como para cozinhar massa, tem que ter bastante espaço entre as batatas.

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Deixe cada fornada de fritas em um prato forrado com papel toalha por alguns minutos. Elas estão moles ainda.

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Cozinhe no segundo banho, por 5 minutos. Normalmente a temperatura deve ser mais alta que no primeiro banho, mas é difícil de controlar isso com uma panela no fogão. Despeja as fritas novamente em um prato forrado com papel toalha. Salpique com um pouco de sal (importante, o sal ajuda a retirar parte da umidade).

Em seguido, frite os hambúrgueres, no mesmo óleo, por alguns minutos.

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Por fim, só sobra montar a mitraillette, por uma generosa dose de molho, e degustar na hora!

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Tiramisu de speculoos

Posted by on ago 19, 2016 in doces, lanche, sobremesa
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Este tiramisu é um receita que achamos no livro do Pain quotidien. Como ninguém pensou nisso antes? Um tiramisu onde a bolacha champagne é trocado por uma famosa bolacha belga chamada speculoos. O resultado fica simplesmente extraordinário.

Na Bélgica se chama “speculoos”, mas na Holanda chamam essa bolacha “speculaas” (naturalmente, a versão certa é a belga, não se deixe enganar por eles!). Se trata de uma bolacha feita com açúcar mascavo e vários temperos. Um dia tentarei fazer ela aqui. Infelizmente essa bolacha é difícil de encontrar no Brasil (Encontramos no pão de açúcar em São Paulo, a marca “lotus” é belga, mas por alguma razão renomearam ela para “Biscoff” na hora de exportar…)

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A receita que fiz aqui foi apenas usar a nossa famosa receita de Tiramisu aqui do blog, usando as mesmas proporções. Apenas usei dois pacotes de 120g de speculoos como o da foto acima, no lugar da bolacha champagne. Fiz duas camadas de bolachas, com um pouquinho do creme entre as duas.

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Mas vou também por aqui a versão do Pain quotidien. Para 6 a 8 pessoas:

  • 4 ovos
  • 150g de açúcar cristal comum
  • 500g de mascarpone
  • 4 cafés expresso
  • 2 ou 3 colheres de sopa de marsala ou amaretto
  • 250g de speculoos
  • 6 colheres de sopa de cacau em pó

Numa tigela, bata as gemas com o açúcar até ficar branco. Trabalhe o mascarpone para ele ficar mole, e acrescente ele à mistura de gemas e açúcar. Bata as claras em neve, e incorpore elas delicadamente ao resto.

Coloque o café e o álcool em um prato, mergulhe rapidamente os speculoos ali, e deite eles em uma camada no fundo de tigelas individuais. Cubra com uma boa camada de creme do creme de mascarpone, depois uma outra camada de bolachas e finalmente outra de creme. Coloque pelo menos 4 horas na geladeira.

Polvilhe com cacau em pó logo antes de servir.

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Vite-et-bon

Posted by on fev 27, 2016 in doces, lanche, sobremesa
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O vite-et-bon (rápido-e-bom) é uma espetacular receita de família, recentemente trazida da Bélgica para estas terras. O preparo é extremamente simples, e o resultado maravilhoso, parecido como marzipã assado. As quantidades a seguir são para uma forma de torta ou pizza de 25cm de diâmetro. Para 30cm, as quantidades devem ser dobradas.

  • 1 ovo
  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1 xícara de açúcar
  • 60g de manteiga em temperatura ambiente
  • 30g de amêndoas moídas (ou em farinha) ou 30g de castanhas de caju moídas

Aquecer o forno em 250°C (no meu forno a gaz velho) ou 220°C (forno elétrico). Misturar todos os ingredientes até formar uma massa muito grudenta. Forrar uma forma com papel manteiga ou alumínio. Despejar a massa em uma camada uniforme de mais ou menos 1 cm. Assar por mais ou menos 15 minutos (forno ruim) ou 8 minutos (forno elétrico), ou até que o fundo esteja dourado, mas que o interior esteja bem mole ainda (testar com uma faca). Deixar esfriar antes de servir.

Шарлотка (Charlotka) – Torta russa de maçã

Posted by on ago 22, 2015 in doces, lanche, sobremesa
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charlotkaDia 19 era o dia nacional da maçã na Russia, foi comemorado em Moscou com uma torta de maçã gigante. A torta de maçã (charlotka) é assunto sério na Russia, veja este blog dedicado inteiramente à torta de maçã (no google translate aqui).

Resolvemos também comemorar, com uma das receitas do site acima. A receita é bem simples e rende esse bolo fofo no exterior, mas com o centro bem interessante onde se misturou o suco das maçãs com a massa.

Cada receita do site tem um parágrafo inteiro descrevendo o tipo de maçã mais adequado, mais azeda, mais farinhenta, etc… Não entrei muito nesse assunto, peguei a maçã que me parecia mais bonita…

  • 3 maçãs
  • 160g de iogurte
  • 2 ovos
  • 130g de açúcar
  • 220g de farinha
  • 1 colher de chá de fermento químico em pó (royal)
  • açúcar de confeiteiro para finalizar

Forre uma forma com papel manteiga, e esquente o forno. Sem descascá-las, corte as maçãs em 4, retire as sementes, e corte cada quarto em fatias finas.

Bata os ovos com o açúcar até formar uma massa clara e dobrar de volume. Sem parar de bater, acrescente o iogurte, o fermento, e, aos poucos, a farinha, até formar uma bela massa homógena.

Despeja a massa na forma, e por cima, despeja os pedaços de maçã, apertando um pouco tudo no fim, para que boa parte dos pedaços fiquem inseridos na massa.

Asse por 40 minutos. Polvilhe com açúcar de confeiteiro, e deixe esfriar para comer.

Scones de limão

Posted by on jan 12, 2015 in doces, lanche
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scones2Uma receita rápida e fácil para os domingos de tarde, scones são, juntos com outros tipos de biscoitos e toda a família de coisas feitas para comer com o chá das 17h30 (exatas), o que a cozinha britânica tem de melhor. Estes aqui ficam perfeitos, macios com uma casquinha um pouco crocante, e um toque de limão.

  • 2 xícaras de farinha
  • 1/4 de xícara de açúcar
  • 2 colheres de chá de fermento químico (royal)
  • 1/4 colher de chá de sal
  • 1/2 xícara de manteiga
  • 1/2 xícara de leite
  • 1 colher de chá de suco de limão siciliano
  • 1 1/2 colher de chá de zesto de limão siciliano
  • açúcar de confeiteiro para polvilhar

Aqueça o forno, misture todos os ingredientes e sove bem até formar uma massa homógena (vai ficar um pouco grudenta). Coloque farinha em uma forma de pizza, faça uma bola com a massa, achate para formar um disco espesso (2 ou 3cm), coloque o o disco na forma e divide com uma faca. Polvilhe um pouco de açúcar de confeiteiro por cima.

Asse por 20 a 25 minutos em forno bem quente. Sirva morno, com manteiga.

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Geleia de limão siciliano

Posted by on jan 11, 2015 in doces, geleias, lanche
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Esta geleia bem simples é maravilhosa, algo entre uma geleia e um lemon curd. A receita é adaptada desta. O preparo é simples, apenas temos que ferver os limões várias vezes, para retirar a amargura da casca.

  • 600g de limões sicilianos
  • 300g de açúcar

Lave os limões e retire os talos e os machucados nas cascas, se tiver. Coloque em uma panela, cubra com água, deixe ferver. Despeje toda a água, cubra com água nova uma segunda vez, deixe ferver novamente. Despeje a água, cubra com água uma terceira vez, e deixe ferver novamente. Desta vez, não despeje a água.

Corte os limões, e retire as sementes. Bata os limões, sem a água, no liquidificador. Acrescente um pouco da última água de cozimento, aos poucos, até formar um tipo de purê (Vai usar apenas uma pequena quantidade da água).

Coloque o purê em uma panela, com o açúcar. Deixe cozinhar em fogo baixo, mexendo com frequência, por mais ou menos 30 minutos (não muito mais, não queremos “caramelizar” a geleia).

Gaspacho

Posted by on jan 10, 2015 in entradas, lanche, prato principal, salgados, vegetariano, vegetariano
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O gaspacho é uma sopa fria espanhola (da Andaluzia para ser mais exato). Bem preparado, com uma receita bem tradicional como esta aqui (existem inúmeras variações e imitações, cuidado!), é uma delícia sem comparação. É bem fácil e rápido de fazer, mas atenção, a qualidade dos ingredientes é fundamental. A receita a seguir vem daqui. Diminui as quantidades para caber no nosso liquidificador:

Para quatro pessoas como entrada, ou duas como prato principal:

  • 1 kg de tomates bem maduros (importante)
  • 1 pimentão verde
  • 65g de pepino
  • 1 1/2 dente de alho
  • 100ml de azeite de oliva boa (ver comentário abaixo)
  • 100ml de água gelada
  • 35ml de vinagre de vinho branco
  • 35g de pão seco esmigalhado
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de cominho em pó

Nota sobre o azeite de oliva: Acho que é o momento ideal para falar disso: Se você quer realmente um azeite de oliva de boa qualidade, com todo seu gosto e todas suas qualidades, precisam ser escritas 4 coisas na etiqueta: 1) extra 2) virgem 3) primeira pressão 4) extração a frio. Esses são cada vez mais difíceis de achar, e os vendedores de azeite fazem muita enganação, do tipo “todos os azeites extra são de primeira pressão”. Nada disso é verdade. O grau de acidez também não tem nada a ver com a qualidade. Somente se tiver essas quatro coisas, você terá um azeite que realmente é o que é para ser: suco de azeitona. Todos os outros são ou misturados, ou feitos com bagaço, ou fervidos para recolher maiores quantidades, ou essas três coisas juntas…

Como esses azeites são mais caros aqui no Brasil, é melhor usar um azeite de menor qualidade para cozinhar (igual, o gosto do azeite se perde), e guardar esse para coisas que não cozinham, ou muito pouco.

O preparo do gaspacho é mega-simples: Coloque todos os ingredientes no liquidificador, e bata por 5 minutos. Normalmente deve peneirar o gaspacho depois, mas, sei la, sempre acho uma pena de peneirar coisas…  Você que decide. Fica ótimo também sem peneirar.

Coloque na geladeira por pelo menos uma hora (a receita original diz “pelo menos 12 horas” mas achei cruel demais).

Sirva bem fria, com um fio de azeite de oliva, e, se quiser, uma girada de moedor de pimenta…

Pasta de amendoim integral

Posted by on dez 22, 2014 in doces, lanche, sobremesa
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amendoim1Diabolicamente simples, porém alucinadamente delicioso. A receita é mais ou menos inspirada desta, com alguns ajustes nas proporções, e o diferencial que é que os amendoins vão inteiros, com a casquinha vermelha, e que se usa um açúcar mais grosso, o que deixa tudo como uma textura de biscoito, bastante similar à pasta de speculoos, para quem já teve a sorte de experimentar…

Para um pote de 600ml:

  • 250g de amendoim crua com pele
  • 1/2 xícara de açúcar demerara ou algum outro açúcar amarelo de grãos grossos
  • 1 colher de sopa de xarope de baunilha (ou 1/2 colher de chá de essência de baunilha)
  • 1/2 colher de chá de sal
  • mais ou menos 3/4 de xícara de óleo de amendoim ou girassol

Coloque as amendoins numa forma de pizza ou similar, e coloque no formo na posição mais quente por 15 a 20 minutos dependendo do seu forno (as cascas devem escurecer mas não chegar a torrar mesmo). Ainda quente, coloque no liquidificador com o açúcar e o sal. Bata até formar uma farofa. Acrescente o xarope de baunilha, e, sem parar de bater, aos poucos, o óleo, até chegar ao ponto de pastosidade desejado. Talvez não precise de todo o óleo.

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ლობიანი (Lobiani)

Posted by on ago 23, 2014 in lanche, prato principal, salgados, vegetariano
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lobiani3O lobiani é um tipo de khatchapuri recheado com lobio, um feijão georgiano. Tivemos a sorte de ter um amigo (sim, o mesmo) que trouxe de la  um pote de lobio preparado pronto, portanto o preparo deste prato foi bem fácil. Mas agora sabemos como é, muito em breve faremos uma reprodução com o nosso feijão daqui. Basicamente é um feijão vermelho, cozido com tomate, pimentão e pimenta, e alguns dos temperos típicos da Geórgia (alho e feno grego principalmente). Acho que feijão vermelho ou feijão carioca deve servir para dar um resultado parecido.

lobiani2O preparo é bem simples, e é descrito com detalhes aqui. Basta fazer a massa de khatchapuri, trocando o leite por iogurte, e preparar khatchapuris fechados, trocando o queijo pelo lobio.

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ხაჭაპური (khatchapuri)

Posted by on ago 23, 2014 in acompanhamento, lanche, prato principal, salgados, vegetariano, vegetariano
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10177332_700387760007452_9052021085833955718_nO khatchapuri é um tipo de esfiha georgiano, feito com uma massa similar a uma massa de pão, e recheado com queijo georgiano sulungi. É um dos ítens mais conhecidos da cozinha georgiana. Tem vários tipos e formatos de khatchapuri, alguns são abertos, outros fechados, vou ilustrar vários tipos aqui.

Fica muito parecido com uma esfiha libanesa gigante (um khatchapuri é muito maior, é um prato para uma pessoa), mas tem um sabor bem diferente.

10277736_700387876674107_562424208484790296_nA receita a seguir vem de estas duas: khatchapuri e acharuli (o tipo mais comum de khatchapuri). Obviamente, o queijo sulungi é impossível de encontrar em nossas terras (pelo menos no dia de hoje. Não duvido que muito em breve, a onda georgiana vai chegar aqui com toda força, como está acontecendo agora mesmo em Nova Iorque).

Mas conseguimos uma boa alternativa, que os nossos amigos entendidos de cozinha georgiana (você sabem quem são, ou melhor, quem é esse), acharam bem parecido com o original: Uma mistura de 50% de ricota e 50% de queijo minas padrão (o envelhecido, não o fresco).

10177335_700387740007454_8332486497202216918_n Para a quantidade de khatchapuri ilustrada na segunda imagem acima, você precisará de:

  • 1 kg de farinha de trigo comum
  • 200 ml de água
  • 200 ml de leite
  • 50 ml de óleo (canola, girassol, como quiser)
  • 2 colheres de sopa de fermento de pão (fresco ou seco)
  • 500 g de ricota
  • 500g de queijo minas padrão (o envelhecido, não o fresco)
  • 1 ou 2 ovos (ou mais, facultativo)
  • 2 ou 3 colheres de sopa de manteiga (uma para cada khatchapuri aberto que fizer)

A receia é muito simples: Dissolva o fermento na água (de preferência morna). Adicione o leite, e misture com a farinha e o óleo. Sove até formar uma massa bem homógena e lisa. Deixe crescer numa vasilha coberta com um pano úmido por cerca de uma hora.

Rale os dois queijos usando os furos maiores do ralador, e misture os dois.

Divide a massa crescida em 5 ou 6 bolas. Para fazer khatchapuris aberto, basta abrir a massa com um rolo, deixando uma espessura de mais ou menos um centímetro (pode ser um pouco mais fino também), colocar queijo no centro, e dobrar as bordas para cobrir o perímetro do queijo. Também pode fazer a forma de barco típico do khatchapuri (ver fotos acima). Se quiser, quebre um ovo por cima, e coloque uma colher de sopa de manteiga em cima.

Para fazer um khatchapuri fechado, separe um terço da massa antes, que vai virar a tampa. Prossiga da mesma forma que para o aberto, mas antes de fechar as bordas, coloque um disco feito com o terço da massa que você separou.

Asse em forno quente (> 250 °C) por mais ou menos meia-hora, ou até que a massa doure.

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Berinjelas com pasta de nozes

Posted by on ago 21, 2014 in acompanhamento, entradas, lanche, salgados, vegetariano, vegetariano
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10336751_700387816674113_8178278653988307836_nContinuando a grande aventura na cozinha georgiana, esse aqui talvez seja o mais absurdamente delicioso até agora. São fatias de berinjelas, fritas, e recheadas com uma pasta de nozes. A receita vem daqui.

10299073_700387843340777_7634758548468317951_nVocê vai precisar de:

  • 500 g de berinjelas
  • 250 g de nozes
  • 1 colher de sopa de feno grego
  • 1 colher de sopa de coentro em pó
  • 1 colher de sopa de paprica doce
  • 3 dentes de alho
  • 3 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
  • sal
  • Azeite para fritar

Corte as berinjelas em fatias compridas e finas (meio centímetro, mais ou menos). Frite elas em uma frigideira untada com azeite, dos dois lados, até que fiquem bem douradas. Faça poucas fatias de cada vez. Coloque mais azeite quando você troca as fatias.

Faça o recheio, misturando todos os outros ingredientes, e passando no mixer (é melhor não usar o liquidificador, porque precisamos que fiquem pedacinhos). Quando tiver uma pasta bem homógena, é só pegar cada fatia, por uma colher de pasta em uma metade da fatia, e dobrar a outra metade, apertando um pouco.

Muffins de ricota e banana

Posted by on ago 21, 2014 in doces, lanche, sobremesa
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Uma receita mega-simples que peguei aqui: Só tem 4 ingredientes, na verdade fui tentar porque tinha um pedaço de ricota aqui que precisava usar, e o resultado fica surpreendentemente bom…

  • 250 g de ricota
  • 3 ou 4 bananas
  • 1 ovo
  • 25 g de açúcar

Bate tudo no liquidificador, coloque em forminhas untadas com manteiga, e asse por 30-35 minutos em forno quente ( > 250°C ). Não fica muito doce, provavelmente daria para por mais açúcar, mas justamente fica legal assim, muffins nunca devem ficar muito doces, senão acabam tendo gosto de Starbucks…

Shortbread

Posted by on ago 5, 2014 in doces, lanche
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Eu sei, muito tempo que não escrevemos aqui… Por isso, vou tentar retomar com algo fácil: O famoso biscoito britânico chamado “Shortbread” (pão curto? Não me pergunte. Bom já que vai perguntar mesmo assim: Shortbread is so named because of its crumbly texture from an old meaning of the word short).

Picture 093No Reino-Unido certamente qualquer um engasgaria no seu shortbread se me ouvisse chamá-lo de “biscoito”. Se trata de um autêntico patrimônio nacional, protegido pela rainha, por Deus, e provavelmente pelo príncipe de Gales. Aqui também se encontra em todo lugar, inclusive da marca mais famosa do Reino-Unido…

A receita é super simples. O preparo requere no máximo uns 15 minutos:

  • 125g de manteiga morna
  • 55g de açúcar cristal
  • 180g de farinha

Basta misturar tudo, e amassar até a manteiga ter completamente derretido, e se formar uma massa bem lisa. Coloque em cima de uma forma untada com manteiga, polvilhe com farinha, e abre com um rolo até formar uma camada de mais ou menos 1cm. Corte retângulos com uma faca, e faça furos com um garfo para que não se formem bolhas. Asse em forno quente (> 200°C) por 20 a 25 minutos.

Puttu

Posted by on abr 11, 2014 in acompanhamento, lanche, salgados, vegetariano
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O puttu é um bolinho indiano feito com farinha de arroz e cozido no vapor. É um item de café da manhã favorito no sul da Índia e no Bangladesh. Normalmente, na Índia, se usa um utensílio especial para preparar o puttu, mas esta receita bem detalhada ensina como fazer com uma panela clássica que tiver uma cesta para cozinhar no vapor. Outra receita que usei como base é esta.

O puttu fica algo entre um cuscuz marroquino é uma tapioca. Fica delicioso com um curry bem forte (os dois acompanhamentos prediletos para um bom café da manhã indiano são o kadala curry ou o curry de ovos). O preparo é bem fácil:

  • 2 xícaras de farinha de arroz crua
  • 1 xícara de coco ralado
  • 1 colher de chá de cominho em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 colher de sopa de açúcar
  • 1/2 xícara de água

Coloque água para ferver na panela que tem uma cesta para cozinhar no vapor. Misture todos os ingredientes, e sove até formar grumos úmidos, que, quando apertados, formam uma massa, mas voltam facilmente a grumos se esfarelados. Esse é o ponto certo. Faça os grumos o menor possível.

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Quando a água começa a ferver, coloque essa mistura na cesta, e deixe cozinhar com a tampa fechada, sem abrir, por 5 minutos.

Retire do fogo, e forme bolinhos colocando uma parte de puttu no fundo de um copo, e apertando com um outro copo idêntico. O puttu se desenforma bem facilmente, mas é frágil, manuseie com cuidado.

Acompanhe com o seu curry favorito. Tem vários aqui no blog!

Torta dos reis

Posted by on jan 11, 2014 in doces, lanche, sobremesa
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Este doce típico da França e da Bélgica se come especialmente e exclusivamente no dia da Epifania, dia 6 de Janeiro. Esse dia, se prepara essa torta, e se esconde nela um feijão (hoje em dia você compra ela em padaria e o feijão não é mais um feijão, é uma vaquinha, um cavalinho, um burrinho, um menino Jesus, etc, de cerâmica…). Como suponho que você não tem um Jesusinho de cerâmica em casa, aconselho usar um bom e velho feijão mesmo.

Em seguida, todos os convidados comem a torta, e quem descobre o feijão no seu pedaço é decretado o rei do dia, para o maior prazer das crianças ali presentes.

Com massa folhada pronta, é bem fácil de fazer. Atenção, não é muito light. A receita a seguir é tirada desta:

  • 1 rolo de massa folhada pronta
  • 90g de manteiga
  • 120g de farinha de amêndoas
  • 100g de açúcar
  • 1 colher de chá de aroma de baunilha
  • 2 ovos
  • 1 colher de sopa de rum (opcional)

Esquente o forno. Derreta a manteiga numa panela, e misture numa vasilha com o açúcar e a farinha de amêndoa, até formar uma pasta. Quando está bem homógeno, acrescente o aroma de baunilha, o rum, e duas claras de ovo e uma gema (a gema sobrando servirá para pincelar). Misture até formar um molho bastante pastoso.

Unte uma forma de pizza com manteiga, a abre a massa folhada nela, deixando a metade fora da forma para fechar depois, como um livro. aperte as bordas da parte que ficou na forma (a parte de baixo, digamos), para arredondar os cantos, e formar um pequeno muro em toda a borda. Despeje o molho no meio.

Feche o “livro”, e aperte as bordas com um garfo para vedar bem. Desenhe umas leves listras com uma faca. Pincele com a gema que sobrou, e asse em forno a 200°C por 20 a 25 minutos, ou até que o topo esteja bem dourado. Deixe esfriar para servir, coma morno ou frio.

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Sanduíche africano de ovo e cebola

Posted by on dez 12, 2013 in lanche, salgados
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Este sanduíche super simples é um clássico de comida de rua na África Occidental. Comi por todo lugar em Dakar. O cara frita uma cebola na hora, na sua frente, mistura ovo, e recheia com isso uma porção bem grande de um baguete finíssimo e crocante (herança francesa, você pode achar pão espetacular na áfrica francófona) e embala o todo em um papel de jornal, na maneira dos shawarmas.

Fazer esse sanduíche em casa é muito fácil. Para dois sanduíches, você precisa de 2 cebolas grandes e 4 ovos. Corte as cebolas em fatias grossas, frite em uma colher de sopa de manteiga, até ficar bem dourado. Acrescente uma boa pitada de sal. Bate um pouco os ovos juntos em uma tigela, e despeja por cima da cebola. Deixe fritar por 5 minutos, e vire por pedaços, com uma espátula. Não precisa ficar inteiro como um omelete. Deixe fritar mais, virando os pedaços até tudo ficar bem dourado.

Recheie pedaços da melhor e mais fina baguete que você consegue encontrar, retirando um pouco do miolo da baguete, para deixar mais espaço, e colocando o máximo de recheio possível!

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Vlaai holandês

Posted by on nov 26, 2013 in doces, lanche, sobremesa
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O vlaai (se pronuncia vlái simplesmente) é um tipo de torta doce típica da Holanda e das Flandres (parte flamenga da Bélgica). A versão mostrada aqui é a holandesa (a belga é completamente diferente e parece um pudim, farei algum dia). Existem muitos tipos de vlaai, com muitos recheios que vão de todo tipo de frutos até arroz doce. Esta aqui é feita com maçã, ameixa e canela, que é um sabor bem típico dessas regiões. A particularidade da massa é que é levada, feita com fermento de pão.

Para a massa (adaptado daqui):

  • 250g de farinha
  • 30g de manteiga
  • uma pitada de sal
  • 1/2 ovo, batido (a outra metade servirá para pincelar)
  • 15g de fermento para pão fresco ou 7g de fermento seco
  • 75ml de leite morno
  • 30g de açúcar

Para o recheio:

  • 2 maçãs
  • 6 ou 7 ameixas
  • 300g de açúcar
  • 1 colher de chá de manteiga
  • 1 colher de sopa rasa de canela
  • 3/4 de xícara de água

Se tiver uma máquina de pão, coloque todos os ingredientes da massa dentro, e rode o programa “massa”, que vai misturar e deixar descansar. Se não, dilua o fermento no leite, e misture os outros ingredientes da massa, sove até formar uma bola bem lisa. Deixe descansar em uma vasilha coberta com um pano úmido, por uma hora. A massa deve mais ou menos dobrar de volume.

Enquanto isso, faça o recheio. Descasque e corte as maçãs em cubos, corte as ameixas em pedaços de tamanho similar (não precisa descascar, apenas retirar o caroço), e coloque numa panela com o açúcar, a água, a canela e a manteiga. deixe cozinhar por 40 minutos em fogo baixo, mexendo com frequência. Os frutos devem desmanchar, mas não totalmente. O bom é quando ainda formam pedaços. Se ficar muito líquido, adicione meia colher de chá de fécula de batata, ou maisena se não tiver.

Aquece o forno a 200°C. Unte uma forma de torta com manteiga, separe mais ou menos um quarto da massa, que servira para fazer a “rede”, e abre o resto com um rolo sobre uma superfície enfarinhada, e coloque no fundo da forma. Faça alguns furos com um garfo, para que não se formem bolhas durante o cozimento. Coloque o recheio por cima. Abra o restante da massa, e recorte nela tiras de 1cm de largura. Coloque essas tiras na massa para formar uma rede. No fim, pincele com a metade de ovo restante.

Asse por 20 a 30 minutos, ou quando estiver dourado. Sirva morna.

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Geleia de ameixas

Posted by on nov 17, 2013 in doces, geleias, lanche
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geleia de ameixa

Mais uma geleia bem fácil e com muito gosto… Fica bastante ácida, mas é assim que é boa mesmo. A regra é simples, para cada 100g de ameixas, coloque 66g de açúcar, ou seja, dois terços do peso das ameixas. Coloque as ameixas com tudo, pele e caroços, cortadas em pedaços, em uma panela. Adicione o açúcar, um pouco de água (meia xícara para 400g de ameixas), e deixe cozinhar, mexendo com frequência, em fogo baixo, por pouco mais de uma hora, ou até que tenha a consistência desejada. Os caroços vão se separar da fruta, e serão fáceis de pescar quando a geleia estiver pronta.

Se você for escolher ameixas vermelhas, a cor fica assim, incrível…

Torta de limão siciliano

Posted by on out 13, 2013 in doces, lanche, sobremesa
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tarte au citron

Esta receita é um clássico da minha mãe, vem de uma receita da minha vó, que vem de uma receita de Paul Bocuse. É bastante diferente daquela torta de limão que encontramos por aqui, onde a massa é feita com leite condensado, e que tem merengue em cima. Esta aqui tem uma massa feita com farinha de amêndoa.

Para a massa podre:

  • 250g de farinha
  • 100g de manteiga em temperatura ambiente
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1/2 colher de chá de sal
  • água

Para o recheio:

  • 250g de açúcar
  • 3 ovos
  • suco de 2 limões sicilianos
  • 75g de farinha de amêndoas
  • 250g de creme de leite

Idealmente, faça a massa podre uma hora antes: Misture todos os ingredientes, exceto a água. Amasse com as mãos, até formar uma farofa muito úmida. Acrescente um pouquinho de água até obter um ponto trabalhável. Se a massa ficar muito grudenta, coloque ela na geladeira por uma hora.

Disponha a massa podre em uma forma para torta grande (+/- 26cm) untada com manteiga, e pre-asse ela por 10 minutos em forno quente (>250°C).

Faça o recheio: misture primeiro todos os ingredientes exceto o creme de leite, e, quando ficar bem homógeno, adicione o creme de leite. Despeje  por cima da massa pre-assada. Asse por 30 minutos. Deixe esfriar antes de servir.